O roteiro do zagueiro do Flamengo , Rodrigo Caio, neste domingo (11) foi de vilão pra herói em diferença de minutos. Após fazer o pênalti que deu o empate ao Palmeiras no tempo normal, ele foi responsável por bater o pênalti que deu o título da SuperCopa ao Mais Querido nas cobranças alternadas. No dia seguinte à conquista, o zagueiro concedeu entrevista ao canal “SporTV” e revelou um “desconforto” superado no momento em que colocou a bola na marca da cal diante do goleiro Weverton.

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“Como já estavam formados todos os batedores, eu e o Arão ficamos por último. Não me sinto confortável batendo pênalti. Em 2013, teve uma disputa de quartas de final contra a Penapolense. Eu treinava bem durante a semana, mas errei o pênalti no jogo e acabamos eliminados. No Pré-Olímpico acabei batendo errado. Depois não bati mais. Eu ficava desconfortável” – disse o defensor, antes de revelar o que passou na cabeça naqueles segundos:

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“Mas naquele momento, estava tranquilo quando o Michael acertou. Percebi que Weverton estava pulando muito para o lado direito. Pensei: “Vou bater no meio porque, ele vai pular cruzado. É batida de confiança. Quando cheguei para bater, estava muito convicto que ia bater forte. Mas quando olhei para o Weverton tive convicção de que ele ia parar para o meio. Pensei: “O que me sobra é bater do lado. Se você vir, a batida é muito reta. Pensei: “Se ele pular, não vai pegar”. Foi uma batida com convicção forte”, comentou o zagueiro que ainda falou sobre o pênalti cometido em Rony:

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“Foi um lance que acabei me descontrolando. Esse desequilíbrio acabou me afetando porque acabo tentando encostando a mão nele para sentir, acabo me descontrolando e isso me atrapalhou. Num primeiro momento, acreditava que tinha puxado apenas fora da área, até por estar desequilibrado, mas dentro da área, senti que não tinha. Depois do jogo, vi que teve um puxão, não sei se foi tão forte para marcar pênalti, mas a avaliação é do árbitro. Claro que é um lance que fica na cabeça, sou um jogador que procurar se municiar muito, a gente sabe que o atacante espera muito isso. Eu coloquei a mão nele porque estava desequilibrado e acabei segurando”, completou.